A Taça Pode Ficar na América do Sul — Argentina é a Última Sobrevivente e Está na Final

A Taça Pode Ficar na América do Sul — Argentina é a Última Sobrevivente e Está na Final

De seis seleções sul-americanas que foram à Copa do Mundo de 2026, restou uma. E essa seleção está a um jogo de entrar para um grupo com apenas dois nomes em quase cem anos de história.

Brasil, Uruguai, Paraguai, Equador e Colômbia já se despediram do torneio. A Argentina seguiu — e não apenas sobreviveu, chegou à final.

A eliminação da América do Sul aconteceu de forma escalonada ao longo da fase de grupos e do mata-mata:

  • Uruguai — eliminado ainda na fase de grupos, como um dos piores terceiros colocados do torneio
  • Equador — eliminado nas oitavas de final (16 avos), derrotado pelo México
  • Paraguai — eliminado nas oitavas de final, derrotado pela França
  • Brasil — eliminado nas oitavas de final, derrotado pela Noruega, com a despedida emocionada de Neymar da seleção (veja a homenagem completa)
  • Colômbia — eliminada nas oitavas de final, nos pênaltis, contra a Suíça, após um 0 a 0 sem gols em 120 minutos

Com isso, a Argentina virou a única representante sul-americana — e não parou mais. Nas oitavas, contra o Egito, a equipe de Lionel Scaloni chegou a perder por 2 a 0, viu Messi desperdiçar um pênalti, e buscou a virada nos 15 minutos finais — gols de Cristian Romero, do próprio Messi e de Enzo Fernández já nos acréscimos, fechando em 3 a 2.

Nas quartas de final, contra a Suíça, o roteiro se repetiu: Alexis Mac Allister abriu o placar de cabeça aos 10 minutos, em cruzamento de Messi — a décima assistência da carreira do camisa 10 em Copas do Mundo. A Suíça buscou o empate com Dan Ndoye aos 67 e teve Breel Embolo expulso pouco depois, mas resistiu bravamente até a prorrogação. Julián Álvarez decidiu com um golaço de fora da área aos 112 minutos, e Lautaro Martínez fechou a conta pouco depois — vitória por 3 a 1, encerrando a melhor campanha suíça em Copas desde 1954.

Na semifinal, contra a Inglaterra, mais uma virada emocionante: os ingleses saíram na frente com Anthony Gordon aos 55 minutos, mas a Argentina buscou o resultado nos minutos finais — Enzo Fernández aos 85 e Lautaro Martínez aos 90+2, ambos os gols de assistência de Messi, que assumiu isolado a artilharia da competição.

Agora a Argentina enfrenta a Espanha na final, domingo, 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Na Copa de 2018, nenhuma seleção sul-americana chegou às semifinais — a primeira vez desde 2006. O cenário de 2026 chegou a ser ainda mais extremo, com cinco das seis seleções eliminadas antes das quartas de final. Mas o desfecho foi o oposto do que se temia: em vez de uma eliminação precoce, a única sobrevivente foi longe o suficiente para brigar pelo título.

Transição

E o que está em jogo neste domingo vai além de mais uma taça — é uma chance que só duas seleções, em quase um século de Copas, já conquistaram.

A Argentina chega à final de 2026 como atual campeã, título conquistado no Catar em 2022. Um novo título neste domingo faria da Argentina bicampeã consecutiva.

Isso parece simples, mas não é. Em quase cem anos de Copas do Mundo, apenas duas seleções conseguiram repetir o título: a Itália, que venceu em 1934 (em casa, contra a Tchecoslováquia) e revalidou em 1938 (na França, batendo a Hungria por 4 a 2), e o Brasil, campeão em 1958 (5 a 2 sobre a Suécia, com um Pelé de 17 anos) e novamente em 1962, no Chile, mesmo perdendo Pelé para uma lesão logo na fase de grupos — foi Garrincha quem carregou a equipe ao título daquela vez.

Desde 1962, nenhuma seleção conseguiu repetir o feito — e não por falta de tentativa. Três campeãs em exercício chegaram à final seguinte e perderam todas: a Argentina de Maradona, campeã em 1986, caiu para a Alemanha Ocidental na decisão de 1990. O Brasil, tetra em 1994, foi goleado pela França anfitriã na final de 1998. E a própria França, campeã em 2018, chegou à decisão de 2022 e perdeu nos pênaltis para a própria Argentina, numa das finais mais dramáticas da história, depois de um empate em 3 a 3.

Ou seja: a Argentina não está apenas tentando ganhar mais uma Copa. Está tentando fazer, pela terceira vez na história do futebol, o que ela mesma ajudou a impedir há quatro anos — e que ninguém consegue há 64 anos.

Transição

Para o continente sul-americano como um todo, esse detalhe importa mais do que a rivalidade entre seleções.

O Brasil é, isoladamente, a seleção com mais títulos da história (cinco), e o único país a disputar todas as edições da Copa do Mundo. Mas mesmo essa geração de Pelé, Garrincha, Romário e Ronaldo nunca conseguiu o bicampeonato consecutivo pela segunda vez — chegou perto em 1998 e esbarrou na França.

Se a Argentina vencer neste domingo, a América do Sul vai deter o topo do futebol mundial por dois ciclos seguidos de Copa — um feito que nem o próprio Brasil, com todas as suas cinco taças, conseguiu repetir desde aquela geração de 1958-1962. Para o torcedor sul-americano, independentemente de qual seleção do continente ele torça no dia a dia, isso representa algo maior do que a rivalidade entre Brasil e Argentina: é a possibilidade de a taça permanecer nas mãos do continente por mais quatro anos, e de o continente entrar para um clube que, até agora, só teve dois membros em toda a história do futebol.

Vale lembrar também: das seis confederações da FIFA, apenas duas já produziram campeãs mundiais — a UEFA (Europa) e a CONMEBOL (América do Sul). Uma final sul-americana contra uma seleção europeia, portanto, também é a continuação de uma disputa que atravessa quase um século de Copas.

Transição

Já os detalhes do jogo em si, e a forma dividida como o Brasil está recebendo essa possível final argentina, têm sua própria cobertura.

Para a análise completa do jogo Argentina x Espanha — os caminhos de cada seleção até a decisão, e como a torcida brasileira está genuinamente dividida entre os dois lados — confira nosso artigo dedicado à final.

Seja qual for sua opinião sobre a Argentina, celebrar a possibilidade de a taça ficar no continente é diferente de escolher um lado na final. Estilize sua mensagem no gerador de letras estilizadas — grátis, sem cadastro.

𝔸𝕞é𝕣𝕚𝕔𝕒 𝕕𝕠 𝕊𝕦𝕝 𝔸𝕚𝕟𝕕𝕒 𝕍𝕚𝕧𝕒

𝒜 𝒯𝒶ç𝒶 𝒫ℴ𝒹ℯ ℱ𝒾𝒸𝒶𝓇 𝒩ℴ ℂℴ𝓃𝓉𝒾𝓃ℯ𝓃𝓉ℯ

ℋ𝒾𝓈𝓉ó𝓇𝒾𝒶 ℯ𝓂 𝒥ℴℊℴ

A Argentina é mesmo a única seleção sul-americana ainda viva na Copa?

Sim. Brasil, Uruguai, Paraguai, Equador e Colômbia já foram eliminados. A Argentina foi a única a chegar à final.

Se a Argentina vencer, será bicampeã consecutiva?

Sim. E seria apenas a terceira vez na história da Copa do Mundo que isso acontece — depois da Itália (1934 e 1938) e do Brasil (1958 e 1962). Nenhuma seleção repetiu o título desde 1962.

Alguma seleção já chegou perto de repetir o título depois de 1962?

Sim, três vezes — e todas perderam a final seguinte. Argentina (campeã em 1986) perdeu a final de 1990 para a Alemanha Ocidental. Brasil (campeão em 1994) perdeu a final de 1998 para a França. E a própria França (campeã em 2018) perdeu a final de 2022 nos pênaltis, justamente para a Argentina.

Isso já aconteceu antes — a América do Sul ficar com tão poucas seleções na Copa?

Algo parecido ocorreu em 2018, quando nenhuma seleção sul-americana chegou às semifinais. Mas 2026 foi ainda mais extremo — e, ainda assim, terminou com uma seleção sul-americana na final.

Quais confederações da FIFA já produziram uma seleção campeã do mundo?

Apenas duas, em quase cem anos de Copas: a UEFA (Europa) e a CONMEBOL (América do Sul). Nenhuma seleção de outra confederação jamais venceu uma Copa do Mundo.

Onde é a final da Copa 2026?

Domingo, 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Onde vejo mais sobre a torcida brasileira dividida para a final?

Temos um artigo dedicado só para isso — Argentina x Espanha: a torcida dividida.

Essas fontes estilizadas funcionam no WhatsApp e Instagram?

Sim, totalmente. São caracteres Unicode compatíveis com WhatsApp, Instagram, TikTok, Discord e outras plataformas, em iPhone e Android, sem necessidade de aplicativo ou cadastro.

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